Que beleza de filho!

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Você já tomou um susto quando seu filho foi na casa de alguém e ao buscá-lo a mãe do amiguinho, a avó ou qualquer outra pessoa que ficou responsável pela criança neste período diz para você:

“Que beleza de filho! Ele comeu tudo, até a abóbora e a salada! Se comportou muito bem e ajudou a guardar os brinquedos.” Está de parabéns!

Lá no fundo do nosso coração pensamos “Que maravilha, todo meu esforço em educar está valendo a pena”! Após breve segundos e sorrindo de orgulho de si mesma, agradecemos a pessoa e damos um sorriso para nosso filho, acariciando seu cabelo.

 Mas, misturado a esse orgulho interior há certamente há uma pontinha que nos faz pensar “por que será que em casa ele não faz isso?”.

Quando nos afastamos de nossos filhos por alguns períodos, fazemos com que as competências, habilidades e valores que ensinamos diariamente sejam colocados em prova por eles. Faz parte do desenvolvimento das crianças se adaptar a novas pessoas, aprender a conviver em lugares diferentes e com pessoas diferentes.

            Mesmo que você tenha filhos pequenos e que carregue junto para qualquer lugar, chegará o fatídico dia em que o convite para a festa de aniversário do amigo virá endereçado somente para a criança.

            E neste momento, dar todas as recomendações possíveis na entrada do buffet ou na porta da casa do aniversariante serão totalmente em vão! Apenas confie em tudo que já ensinou, respire fundo e se despeça com um sorriso e um olhar que demonstra o quanto acredita nele!

            Aproveite para voltar para casa, assistir um filme, ler um livro de adulto ou sair para um café e conversar sobre outros assuntos que não sejam filhos.

            Lembre-se que somos seres humanos antes de sermos mães e que isso te trará um bem-estar imenso.

Letícia Ferrazzo Schmidt

@desemburre

Autor Leticia Schmidt

Mãe do Rafael de 13 anos e da Amanda de 10, formada em Letras e Pedagogia com Pós-graduação em Ensino e Aprendizagem de Língua Inglesa. Atualmente mora com a família no México e participa de um trabalho voluntário como contadora de histórias para escolas públicas da região.

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