Como se libertar do complexo de Mulher Maravilha

Freepik

Você se acha uma mulher maravilha? Se fizermos essa pergunta para as mulheres, a grande maioria irá responder que não. No entanto, o antigo mito da “supermulher” ainda paira no imaginário de muitas delas, que acabam agindo – muitas vezes sem nem perceber- como “mulheres maravilha”.

“Ainda hoje, um grande número de mulheres acredita que precisa desempenhar, de forma impecável, todos os papéis que assume na vida – esposa, mãe, profissional, entre outros- sem nunca falhar, nunca fraquejar, e dando sempre 100% de si. No entanto, essa autocobrança gera angústia e culpas, e, por isso, é uma grande armadilha”, avalia Gisele Miranda, autora do livro “A Coragem de se apaixonar por você”. Há 25 anos ela auxilia mulheres e mães a despertarem 100% de seu potencial na carreira e na vida pessoal, tornando-se protagonistas de suas histórias.

Gisele ressalta que é possível, sim, dar conta de vários aspectos da vida e desempenhar essas diferentes funções com qualidade, mas é preciso ter cuidado com o medo de errar, de se mostrar vulnerável, e com a resistência em pedir ajuda. “O que muitas vezes acontece é que a mulher vai assumindo cada vez mais tarefas e obrigações, sem se questionar se aquilo é viável e cabe na sua rotina e, quando se dá conta, está sobrecarregada e se cobrando cada vez mais para absorver atividades extras. Vira um ciclo vicioso, que se torna uma bola de neve”, alerta.

Pensando em apoiar as mulheres nesse sentido, Gisele listou passos para “tirar a capa” de super-heroína e se permitir ser uma mulher real:

– Invista no autoconhecimento

Quando nos conhecemos bem, passamos a ter uma visão mais realista do que podemos ou não realizar, e do que está em sintonia com nosso perfil e com nosso dia a dia. “Fazer esse exercício é metade do caminho para começar a abandonar o papel de mulher maravilha. Por isso, é importante buscar se conhecer melhor, seja através de uma terapia, uma breve meditação diária, um esporte, um hobby. Qualquer atividade que seja prazerosa e a ajude a se conectar consigo mesma”, diz.

Dessa forma, de acordo com Gisele, a mulher passa a ter uma percepção mais fiel de si mesma, e a reconhecer seu próprio valor, sentindo-se merecedora e parando de querer interpretar a “super heroína”, ao invés de simplesmente ser ela mesma.

– Seja a sua prioridade

Todas (e todos) nós temos rotinas agitadas e corridas mas, não importa o quanto sua agenda esteja apertada, certifique-se de, todos os dias, tirar alguns minutos para seu relaxamento e bem-estar. “Quando digo isso, as pessoas imaginam que é algo que demanda muito tempo e não se enquadra na rotina, mas me refiro a pequenos prazeres que podemos encaixar no dia a dia. Pode ser uma caminhada de 10 minutos, um breve passeio no shopping, ou até mesmo uma xícara de chá quentinha. O que importa é ‘quebrar’ a rotina e dedicar alguns minutos a si mesma”.

Dessa forma, a mulher abre a oportunidade de esquecer das cobranças e obrigações, mesmo que por um curto período, e sente-se menos “atropelada” pelas tarefas relacionadas ao trabalho, vida no lar, obrigações com os filhos e outras.

– Aprenda a impor limites

Falar “não” para é algo difícil para as mulheres, e está ligado a uma questão cultural, já que, por muitos séculos, fomos educadas para ceder e sermos “obedientes”. No entanto, é fundamental aprender a dizer “não”, inclusive para algumas tarefas. “Você não tem tempo de ir ao supermercado? É possível recorrer a compras via delivery. Você não consegue ir à academia três vezes por semana? Pode ser necessário diminuir a frequência dos exercícios, para encaixar na agenda”, exemplifica a autora.

O que importa é ser flexível e parar de querer “abraçar o mundo com as pernas”. “Somos humanas e temos nossas limitações, por isso, precisamos aprender a respeitar e trabalhar com esses limites. Há momentos que é necessário, sim, dizer ‘não’: ‘não posso’, ‘não consigo’, ‘dessa forma não funciona para mim’, ensina ela.

– Esqueça o controle

Ser organizada é, sem dúvida, importante para que a rotina funcione, mas é preciso parar de querer controlar tudo e todos, o tempo todo. “É preciso ter sempre em mente que o controle total e absoluto é uma ilusão”, alerta a especialista. “Há pesquisas nesse sentido, sobre o fenômeno da “ilusão de controle”, que envolve a tendência de acreditarmos que podemos controlar a realidade ao nosso redor. Podemos controlar diversos aspectos sobre nós mesmas, mas no que diz respeito ao outro e aos fatos que acontecem no mundo, muitas vezes somos espectadores”.

Por isso, na visão de Gisele, ter essa consciência é algo libertador. “Precisamos parar de nos achar responsáveis e nos culpar por tudo que acontece quando, em 99% das vezes, a situação em questão não depende de nós”, avalia a autora.

– Relaxe

Como última dica, Gisele aponta deixar de lado a idealização da “mulher perfeita”. “Pare de buscar a perfeição e mire no melhor que você pode entregar. A perfeição não existe e persegui-la traz apenas frustrações, insatisfação e ansiedade. Por isso, é preciso, o quanto antes, cortar esse mal pela raiz e parar de buscar o impossível”.

Seja você mesma e busque reconhecer e valorizar suas qualidades e habilidades. “Elas serão seu melhor norte e irão guiá-la para que obtenha resultados positivos. A intuição também é uma grande aliada e ajuda muito nas situações mais difíceis, É preciso se libertar da autocobrança e ter uma postura menos rígida”, finaliza.

Autor Redação Mães de Jundiaí

Redação Mães de Jundiaí

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *