Experiência de Mãe: Cama compartilhada: Como fazer a transição?

Imagem: Arquivo Pessoal

As vezes olho para trás, e vejo a transformação causada pela maternidade! E não estou falando fisicamente (essa mudou bastante), mas na forma de pensar…

Quando engravidei do meu primogênito, tinha algumas ideias de como seria, e posso falar que metade delas foram por água abaixo assim que ele nasceu. Outras, segui firme e forte no pensamento e muitas outras chegaram e acredito que outras chegarão.

A maternidade é uma constante transformação!

A cama compartilhada foi uma das surpresas após o nascimento do meu primeiro filho! Engravidei do Gabriel no último ano da faculdade, e entre provas e TCC, eu pensava no tipo de parto e amamentação, mas confesso, nunca passou na minha cabeça dividir a cama com meu bebê.

Esse processo foi natural, não me sentei com meu marido e conversei sobre isso. O berço do Gabriel ficava ao lado de nossa cama, e aquele lance de ver se o bebê estava respirando, foi bem cômodo para mim, era só olhar para o lado…

A amamentação também, era amamentar, coloca para arrotar e colocar no berço ali do ladinho… Bem fácil na primeira semana! Na segunda eu já estava com olheiras e o berço que estava ao lado parecia estar em outro cômodo.

Foi nesse momento que nós, pais de primeira viagem, sem trocar palavras e sim olhares, decidimos pela cama compartilhada.

Sempre falo que esse assunto (e alguns outros) são decididos entre o casal, porque envolve a rotina de ambos. Não adianta um querer e o outro não! Deve ser algo compreensivo, e tive sorte de ele entender, ou melhor, também achar que seria melhor para nós.

Quando o Daniel, meu segundo filho, nasceu, já morávamos em nosso apartamento, e montamos o quarto do primeiro para também ser do segundo… O engraçado que o berço foi uma das primeiras coisas a ser comprada, e confesso, demorou para usar.

No início, ele ficava no carrinho ao lado da cama. Maiorzinho, foi para a cama junto com a gente. Eu falava que era para não acordar o Gabriel, mas na real, era muito mais fácil para mim ter ele ao ladinho, fora que ele dormia muito melhor encostando seu pezinho em mim!

Com a Catarina, minha caçulinha (raspa do tacho, a virose que durou 9 meses – que susto!), não seria diferente!

Montamos seu quarto do jeitinho que imaginei, mas o berço era para as cochiladas durante o dia, aquelas de 1 horinha… Porque durante a noite não tem jeito, é junto da mamãe e do papai.

Como em todas as escolhas, existem pontos positivos e negativos, e para nossa família, os benefícios sobressaem, como facilitar as mamadas noturnas (me fazendo estar bem disposta no dia seguinte), a presença dos pais faz com o bebê se acalmar com mais facilidade…

O que me deixava mais preocupada é a questão do sufocamento, mas nós acabamos nos acostumando em colocar os travesseiros de uma forma que não ultrapassamos aquele espaço, para não virar sobre o bebê.

A pergunta que mais fazem quando falo que sou adepta da cama compartilhada, é quanto a intimidade do casal, e vamos combinar, né? Intimidade do casal não precisa se limitar a cama… Por isso falo, é uma decisão do casal!

O único ponto que me deixa mais desconfortável, é a hora de fazer a transição da minha cama para a caminha da criança… O quartinho da Catarina já está certinho, com cama montessoriana, e iniciamos uma rotina de soninho da tarde lá, ou seja, dei o ponta pé para essa transição, mas também sou adepta a mudança natural, o desmame natural, o desfralde gentil, e a transição de cama natural…

Então será no tempo dela!

Pela Mãe de Jundiaí Camila Pagamisse

Autor Redação Mães de Jundiaí

Redação Mães de Jundiaí

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