Só eu gostei do Terrible Two?

Calma papais. Vocês devem me achar maluca, mas vou explicar os motivos pelo qual eu enxerguei mais o lado positivo do que o negativo do tal Terrible Two (terríveis dois anos em inglês).

Para começar, acho necessário explicar o que de fato é o Terrible Two, porque tem muita gente aqui que nunca ouviu falar. É a famosa adolescência do bebê, ou seja, a criança se dá conta de que é um indivíduo e luta para conquistar o seu espaço com gritos, jogando as coisas no chão, enfrentando os adultos, uma verdadeira rebeldia. Geralmente ela chega por volta dos 2 anos de idade e dura, segundo especialistas, por volta de um ano.

A gente ouve falar dessa tal adolescência quando descobre que está grávida. É tanto medo do Terrible Two que nem pensamos nos perrengues que vamos enfrentar assim que parimos, diga-se de passagem que são muitos e nem um pouco fáceis.

Bom, voltando a minha realidade. O Raul está com 2 anos e 10 meses e, de fato, está com esse comportamento desafiador. Não obedece, grita, bate, joga todos os brinquedos no chão, chora sem motivo, birras, manhas, é de ficar com o cabelo em pé. Exige muita paciência, contar até mil se necessário, respirar fundo, umas surtadas e está tudo bem.

Porém, eu vi, desde quando ele completou seus 2 aninhos, tamanha sua independência. É nítida a evolução e o quanto deixam de ser bebês e realmente se tornam uma criança – que eu sei, ainda não sabem controlar seus sentimentos, mas vamos combinar, às vezes nem a gente sabe, por que exigir isso deles né?

O ápice dessa independência que tanto falo do Raul foi o desfralde. Sim, ele desfraldou praticamente SOZINHO. Eu sempre fui muito desencanada em fazer as coisas forçadas: preciso desmamar, preciso desfraldar, preciso tirar a mamadeira, preciso tirar a chupeta – desde que não esteja prejudicando no desenvolvimento da criança, okay?

E com o desfralde não foi diferente. Tinha me programado para no fim de 2019, quando a temperatura teoricamente estaria mais quente, que iria tentar, pois conseguiria deixa-lo mais a vontade de cuequinha e se tivesse escapes, tudo bem. Porém, ele deu indícios muito antes de que não queria mais usar fraldas. Ele as arrancava e pedia para fazer xixi.

Uma coisa que observamos é que ele já conseguia pular e tirar os dois pezinhos do chão, que diz ser um dos sinais de que a criança está preparada para o desfralde né!

Começamos com o uso do piniquinho, mas logo foi para o vaso sanitário normal, usando acento reduzido principalmente na hora de fazer o cocô. E a cada pedido e necessidades feitas no lugar certo, comemorávamos. Foram pouquíssimos escapes de xixi e cocô na calça, deu pra contar nos dedos de uma mão.

Conversando com a pediatra falei que durante o dia já não usava mais fralda, mas que à noite ainda colocávamos para ele dormir e ela pediu para tirar de uma vez, para não confundir a cabeça dele. A dica foi forrar o colchão com lençol impermeável e criar rotina de leva-lo ao banheiro antes de dormir e, se necessário, durante a madrugada.

Deu certo! Claro que teve escapes, muitos até, mas, de novo, paciência é a palavra de ordem quando falamos de maternidade. Hoje, ele já dorme a noite toda sem fazer xixi na cama e dificilmente acorda para ir ao banheiro.

Além do desfralde, o Terrible Two também contribuiu para que ele aprendesse a tomar banho sozinho, do jeitinho dele, claro, mas já sabe se lavar, assim como se alimentar sozinho, apesar de ser um tanto preguiçoso.

Enfim, o que eu quero deixar com esse texto é: não é fácil, nada na maternidade é fácil, isso é um fato, mas precisamos sempre enxergar o lado positivo das situações. Tem birras? Tem. Mas tem uma criança que está crescendo, evoluindo e aprendendo a caminhar com suas próprias perninhas. E a gente fica aqui, babando!

Conta pra gente, como foi ou está sendo o Terrible Two por aí? E você que ainda vai passar? Deu um alívio o meu relato?

Força para todo mundo. Estamos juntos nessa!

Autor Kadija Rodrigues

Editora do Portal Mães de Jundiaí, mãe do Raul

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