Mediação em sala de aula valida aprendizado individual

Uma nova maneira de olhar para os alunos em sala de aula é entender que há individualidade em cada estudante. Ou seja: são pessoas diferentes recebendo a mesma informação ao mesmo tempo, mas a forma de absorção é particular para cada uma.

Por isso o aprendizado também deve ser pensado individualmente e a mediação é uma das práticas eficazes, como indica o fundamento de Reuven Feuerstein, que afirma que “a inteligência não é uma estrutura estática, mas um sistema aberto, dinâmico, que pode continuar a se desenvolver ao longo da vida”.

A humanização da educação, aliada aos fundamentos de Feuerstein, garante que os valores salvatorianos formem uma escola mediadora, com estratégias que transcendem para o dia a dia. “Olhamos para a classe e para cada aluno, e como eles se comportam diante uma nova situação ou aprendizado. Afinal, entendemos que todo mundo é capaz de aprender sempre”, explica Evandro Grioles, diretor pedagógico do Colégio Divino Salvador, de Jundiaí (SP).

Ele afirma que este novo olhar para o desenvolvimento pessoal e com uma intervenção positiva é essencial para estimular o aluno a trabalhar todo o seu potencial. “O principal objetivo é mostrar que cada criança ou jovem tem capacidade de aprender igualmente, cada um no seu ritmo e no seu tempo. E todos os nossos funcionários, desde a portaria até a direção, estão buscando conhecer os fundamentos de Feuerstein para utilização entre colaboradores e estudantes”.

Em Jundiaí, o Colégio Divino Salvador é um dos primeiros a estudar e aplicar os conceitos de Feuerstein para ser uma escola mediadora. “Esse passo valida nossos valores de educar com o humanismo solidário, colocando o aluno no centro da educação, com intervenções mediadas e tornando-o interdependente e responsável por desenvolver as próprias atitudes”.

Reuven Feuerstein – foi um professor e psicólogo judeu-israelense que criou a Teoria da Modificabilidade Cognitiva Estrutural (MCE), a teoria da Experiência da Aprendizagem Mediada (MLE) e o Programa de Enriquecimento Instrumental (PEI). Seus fundamentos se baseiam na ideia de que inteligência pode ser desenvolvida em qualquer ser humano, ela é plástica e mutável e pode ser desenvolvida em um ambiente de aprendizagem mediada.

Para ele, a aprendizagem pelas vias da mediação deve ser compreendida diferentemente da aprendizagem pela exposição direta do sujeito ao objeto ou estímulo. É necessária a intervenção de um mediador humano, que conduz a reflexão e a interação tendo em vista a introdução de pré-requisitos ou recursos cognitivos que vão potencializar progressivamente a capacidade de aprendizagem do aprendiz.

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