Isadora representa Jundiaí em concurso nacional para implantados


“Minha filha nasceu de parto normal no dia 01/05/2009 no HPS, onde foi realizado o teste da orelhinha sem sucesso, passado uma semana retornei para um novo teste e novamente nada, onde depois foi feito o BERA (um exame mais específico), nele foi constatado que ela ouvia”. Quem conta a história da pequena Isadora Gomes Roncalho, de 10 anos, é a sua mãe, Neide Gomes, que, seguindo o instinto materno, ainda levou a menina para a Faculdade de Medicina de Jundiaí, e, finalmente, até a Ateal.

“A gente insistia na surdez. Assim cheguei na Ateal, logo já marcaram alguns exames mais específicos”, explica Neide que se conforta ao lembrar o carinho que a equipe da instituição teve ao dar a notícia de surdez profunda neurossensorial bilateral da filha. “Quando soube que a Isadora era surda, ficamos tristes. Como dizem foi ‘a hora do luto’, onde você pensa, “o que fiz?”, ” porque comigo?”, “e agora o que faço?”, foram alguns questionamento”.

Mas esses questionamento e luto duraram pouco. Isadora passaria a fazer uso do AASI (aparelho auditivo convencional), e quando ela completasse um ano e meio, seria uma forte candidata ao implante coclear, um dispositivo eletrônico, parcialmente implantado, que proporciona aos seus usuários sensação auditiva próxima ao fisiológico. “Não pensamos duas vezes e concordamos na hora em encaminhar a ficha da Isadora para o HC de São Paulo para a cirurgia”.

Neide não pesquisou sobre a cirurgia, sobre o implante coclear. Ela só sonhava com o dia que a Isadora pudesse ouvir e ter uma vida normal. Depois de várias idas e vindas no HC, com exames, psicólogos, assistente entre outros, com 1 ano e 5 meses a Isadora fez a cirurgia, mais de cinco horas com anestesia geral. A cirurgia foi um sucesso, com todos os eletrodos conectados à cóclea.

Depois de muitas sessões de terapias com a fonoaudióloga, que são realizadas até hoje, a Isadora tem uma vida normal, faz ballet, ama desenhar,  está no 4º ano e estuda na EMEB Giaretta. vai a escola junto com crianças ouvintes, ou seja, faz tudo que uma criança faz.

O concurso

A marca do aparelho auditivo da Isadora é da Cochlear, e pensando em eventos onde a pequena pudesse conhecer outros implantados, resolveu fazer um cadastro no Cochlear Family. “Fiquei sabendo do concurso por e-mail , depois dei uma lida no face, onde foi direcionado apenas aos usuários de implante da marca Cochlear, então pensei: ‘A Isadora ama desenhar, faz uso do implante e da marca Cochlear, vou colocar ela nesse concurso'”.

Como a  Isadora participa do Projeto ArTeiros da Ateal, onde os assistidos tem aula de desenho uma vez por semana, a professora Gi Cardin entrou no processo. “Expliquei sobre o concurso da “Arte na Orelha”, se ela gostaria de colocar para as outras crianças desenharem também, ela abraçou a ideia e todos do projeto também acabaram participando”.

Amante dos animais, Isadora não foi difícil escolher um tema. O concurso pedia que a criança desenhasse em uma orelha, o que a audição significa pra você. “Na hora a professora disse que a Isadora quis desenhar os animais, pois ela ama ouvir todos. Só não imaginava que o desenho da Isadora seria um dos finalistas“.

Nosso apoio

O desenho com maior número de curtidas terá a sua Arte na Orelha utilizada como inspiração por um artista responsável por pintar uma “Orelha” que será exposta no Ear Parade SP 2019 e ficará exposta em frente a Federação  das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), localizada na Avenida Paulista. O ganhador terá uma participação especial no evento que promoverá o encontro de todos os usuários de aparelhos da marca Cochlear. “Dissemos a ela que o desenho dela está na internet, que todo mundo está curtindo e que será exposto em São Paulo, e ela está super animada, perguntando o tempo todo, qual o número de curtidas do desenho dela”.

Para ajudar a pequena, a mãe pede que este post seja divulgado e curtido pelo maior número de pessoas possível. “Esse concurso foi direcionado para todo o Brasil, e ela acaba dessa maneira representando Jundiaí e a Ateal. E também contando um pouco da história da Isadora”.

 

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Autor Livia Haddad

Editora do Portal Mães de Jundiaí, mãe da Beatriz

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