E se fosse você?

Circula nas redes sociais, uma campanha linda de mães de crianças com deficiência chamada #esefosseseufilho, com o intuito de conscientizar a inclusão dessas crianças.

Gosto muito dessa campanha, mas apenas mudaria o nome para E SE FOSSE VOCÊ.

Todo mundo tem uma história, cada um sabe o que lutou, o quanto se dedicou para entrar naquela faculdade, para ter esse emprego que tem hoje, para ter a posição social que conquistou, enfim, cada um tem uma história linda de luta e determinação.

Agora vamos pensar que em determinado momento de sua vida, você sofra um acidente grave. Você sobrevive, mas deste acidente ficam algumas sequelas neurológicas.

Você gostaria de perder seu emprego ou preferiria que existissem profissionais que acreditassem em sua recuperação e trabalhassem com você em sua reabilitação?

Como seria para você se a partir daquele momento você não pudesse frequentar mais determinados lugares? Sendo que você não veria problema em frequentar, mas o problema seria dos lugares e das pessoas que ali frequentam.

Seria justo que as pessoas o enxergassem como incapaz após o acidente, mesmo você tendo perdido apenas uma parte de suas habilidades?

É assim que as crianças com deficiência são para muitas pessoas: incapazes de aprender, que poderiam estar em outro lugar ao invés dessa ou daquela escola.

Muitas dessas crianças têm um déficit cognitivo grande, mas elas podem e devem frequentar o lugar que elas quiserem ou que os pais escolheram (no caso de crianças), acreditando que será neste lugar que seu filho irá se desenvolver de forma saudável e feliz, acreditando que ali tem profissionais com vontade, que honram um juramento que fizeram alguns anos atrás. É um direito de todos de ir e vir e de frequentar a escola, inclusive direito da pessoa com deficiência.

As crianças com deficiência só querem poder exercer seu direito de cidadão, onde a escola é um dos meios que ensinam para uma vida adulta em sociedade.

Quem tem que mudar somos nós, temos que sair do quadrado e nos reinventar para a diversidade, só assim teremos uma sociedade mais justa e com mais respeito ao ser humano, independente de sua condição.

 

E se fosse você?

Autor Mariângela Castilho

mãe da Maria Luiza, Idealizadora do Projeto Elas Também Podem e Consultora de Inclusão no Colégio Ápice Eleva

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