Editorial – Minha filha decidiu doar os cabelos aos 4 anos

Quando Beatriz estava com um pouco mais de 4 anos, mostrei um vídeo de uma menina que cortou os cabelos para doar. Na época – início de 2018 – o caso que aconteceu no Sul, se não me engano, não fez tanto sucesso com ela.

Alguns meses depois, em julho, comento com minha filha que ela precisa cortar o cabelo e ela me perguntou se podia doar. Na época não tinha tamanho para isso, mas para ela ter um pouco mais de paciência, expliquei que precisava crescer mais e que depois da sua festa de 5 anos, em novembro, ela poderia doar se assim quisesse. Reforcei que a atitude era muito bonita.

Mais um tempo passou e chegaram as férias de dezembro. Durante esses meses vimos outras matérias, desta vez da pequena Larissa aqui de Jundiaí, que foi até destaque no Fantástico ao ganhar uma peruca. Bia era incisiva: queria cortar aquele cabelão para doar.

E assim a mãe editora aqui morreu de orgulho! Dia 20 de dezembro a pequena corta mais de 20 centímetros de cabelo, ficou linda e, mais ainda, estava tão extasiada com o processo que foi emocionante. Ela só sabia sorrir e se olhar no espelho!

O que eu quero mostrar com tudo isso? Não seria pretensiosa de dizer algo neste sentido. Mas se a atitude da Bia for motivo de incentivar o desapego, principalmente se for em prol do próximo, todo este depoimento terá valido a pena!

Onde doar?

Entramos em contato com o Grendacc (Grupo em Defesa da Criança com Câncer), aqui de Jundiaí (SP), e a indicação é que todas as doações de cabelos sejam destinadas ao Cabelegria, uma ONG fundada em 2013 que produz perucas e doam para crianças e mulheres diagnosticadas com doenças que causam a queda dos cabelos.

A instituição aceita qualquer tipo de cabelo, mesmo com química. Para o envio correto, lave e deixe seu cabelo secar naturalmente; faça um rabo e amarre com elástico de dinheiro; coloque a mecha em um saco plástico para melhor manuseio; e envie para o Caixa Postal – 75207- São Paulo/SP – CEP. 02415-972, A/C Cabelegria.

Para saber mais, é só acessar https://www.cabelegria.org/

Autor Livia Haddad

Editora do Portal Mães de Jundiaí, mãe da Beatriz

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