Analgesia de parto e humanização andam sim de mãos dadas?

Qualquer intervenção quando necessária é bem-vinda, isso mesmo … e a analgesia também é considerada uma intervenção mas também uma ferramenta importante no alívio da dor.

Quando todos os recursos não farmacológicos não forem o suficiente para a mulher suportar a dor do trabalho de parto, é nessas horas que a analgesia entra.

Os tipos de analgesia mais comuns para parto são a peridural e a raquidiana, em que a gestante permanece sem dor da cintura para baixo , mas mantém a consciência e os movimentos dos membros.

O anestésico é aplicado entre as vértebras nas costas.

A raquidiana usa um volume muito menor de anestésico, tem ação praticamente imediata e tira a sensibilidade tátil e de dor e reduz em partes a mobilidade. É dada de uma vez só, com duração limitada.

Já a peridural utiliza uma quantidade bem maior de medicamento anestésico, e é administrada continuamente por um cateter que fica nas costas, durante o tempo que for necessário. Subtrai apenas a sensação de dor e a sensação tátil e a movimentação dos membros permanecem.

E quando ela é indicada? Quando a gestante solicita, quando lidar com a dor está se tornando uma “ bad trip” , desencadeando a tríade dor – medo – tensão.

E nem sempre é possível prever quem irá responder à dor do parto de forma positiva.

Sendo assim, analgesia de parto e humanização andam sim de mãos dadas sim, porque não?

Autor Patrícia Carvalho

mãe da Lorena, Ginecologista e Obstetra na Casa Humanna

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