Volta às aulas requer adaptação

No próximo dia 28 de janeiro a maioria das escolas volta às aulas e, com isso, os alunos precisam retomar sua rotina de estudos. Para que o retorno seja o mais tranquilo possível, é preciso uma preparação ao menos dez dias antes do início do ano letivo, isso para que o organismo vá se adaptando à nova rotina, o sono se equilibre, bem como a alimentação nos horários coerentes.

A psicóloga Maria Isabel Gut, responsável pelo Serviço de Orientação Educacional (SOE) do Colégio Divino Salvador de Jundiaí, afirma que as mudanças na rotina causam um desgaste emocional e físico significativos. “O período de férias costuma ser bastante relaxante, já que nos despreocupamos com as nossas obrigações estudantis e profissionais e gozamos de um merecido descanso. Há menos horários definidos, uma rotina mais flexível”.

Para ela, a volta às aulas exige uma readaptação do corpo e da mente para os novos desafios, novos relacionamentos e novos aprendizados, independentemente de haver ou não mudança para uma nova escola. A psicóloga explica que há maior tranquilidade quando os filhos estão indo para uma escola em que os pais confiam e têm segurança no acolhimento, na estrutura física, na equipe, mas ainda assim a readaptação do organismo se faz necessária.

A dica da profissional é que, ao menos duas semanas antes do início das aulas, o aluno passe a seguir a rotina de horários que terá, principalmente, horário de dormir e de acordar, especialmente os alunos que mudarão para o período da manhã, que sentem mais sono nesta mudança.

– Encomende o uniforme com antecedência: embora a escola dê prazo para o aluno ir uniformizado, quem está sem uniforme costuma não se sentir integrante do grupo, via de regra, não se sente bem!

– Materiais escolares: conforme a idade do filho, os pais precisam ajudar a estabelecer uma organização, com a arrumação desses materiais na mochila, não levando coisas desnecessárias, ou deixando para trás algo importante. É saudável que essa mochila seja organizada com antecedência, se possível na véspera.

 Pais conversem com seus filhos: tenham tranquilidade em tratar o assunto “escola”! Por exemplo, se for a primeira escola do filho, ou a escola “nova” do filho, fazer o trajeto de casa até lá com antecedência, principalmente se o filho dá sinais de muita ansiedade ou timidez. O percurso percorrido antes dá uma noção do tempo que leva, de casa até o colégio, e isso ajuda a acalmá-lo.

– Confiança: reforçar sempre ao filho que a escola escolhida é muito confiável e que o filho receberá o melhor em termos de acolhimento e aprendizado.

– Canto de Estudo: em casa, também é importante o filho ter o seu “canto de estudo”, o espaço para organizar seu material, um quadro a sua vista, onde possa ter os lembretes e organizar seus horários.

 

Integração na volta às aulas

No Colégio Divino Salvador, os professores retornam antes para a Semana de Planejamento, onde há um preparo para acolher os alunos da melhor forma! “Selecionamos algumas atividades lúdicas de integração do grupo, orientação para a organização de estudos, tarefas de casa. Temos o ‘aluno-amigo’ onde um aluno antigo se responsabiliza na integração do novo aluno, ajudando-o a interagir, esclarecer dúvidas, acompanha-lo pelos espaços da escola, até esse novo aluno sentir-se tranquilo e seguro”.

Uma das funções da escola é oferecer o melhor para o aluno e para sua aprendizagem, elemento central do trabalho da equipe pedagógica. “Por isso, pensamos desde a divisão das classes, os grupos que funcionam melhor de um jeito ou de outro, capacitamos nossos professores e funcionários para a melhor recepção e boas-vindas que o aluno possa ter, validamos juntos as ações que norteiam o trabalho pedagógico de uma equipe bastante capacitada para esse fim”, afirma.

Mas não é só isso. Maria Isabel Gut reforça a necessidade e importância dos pais presentes na escola, fazendo cumplicidade junto às ações do corpo docente, valorizando o trabalho. “E se dúvidas surgirem, vir à fonte e saber que nós, profissionais da educação aqui estamos para o esclarecimento e os ouvidos atentos a qualquer situação que gere distorções, ruídos e conflitos nas relações, visto que onde há pessoas, há diferenças! Daremos o melhor que temos, para solucionar o que for preciso. Sempre em benefício do aluno”, finaliza.

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