Aniversário com Todos!

 

Festa de aniversário é um momento de euforia para todas as crianças…a aniversariante e as convidadas…as altas, as baixas, as quietinhas, as peraltas e as com deficiência. O que? Sim, as com deficiência também.

Apesar de muitas não saberem falar, elas querem fazer parte. Hoje elas estão na escola e são colegas da turminha, elas descem para o play e brincam com as crianças do prédio, então se os convites são para essas crianças, também serão bem aceitos para as nossas. As vontades são iguais as de qualquer outra criança, mesmo que ela não saiba expressar tão bem ainda, ela também gosta de festas.

Vejo muito mais pais com vontade, mas que não sabem como fazer para incluir do que pais que não querem, então esse texto é perfeitinho para que esses pais não se sintam culpados e façam as primeiras tentativas.

Independente de onde for a festa, seja em buffet, festa do pijama, parque ou mesmo aquele bolinho na casa da aniversariante, com alguns ajustes tudo dá certo.

Comece conversando com a mãe ou pai desta criança, seja sincera, não tenha medo das dúvidas e dos anseios, esses pais também têm um monte, tenho certeza disso. Diga que fará uma festinha em um buffet, que gostaria da presença da filha deles, mas que está insegura e gostaria de saber como a criança é em relação a festas.

Tem crianças com deficiência que são mais autônomas que outras, então a resposta pode ser que  a criança não precise de nada, que ela vai sem precisar de ajuste nenhum (sonho de consumo de qualquer pai e mãe)… mas pode ser que esta criança tenha alguma necessidade específica, como por exemplo medo de barulho do parabéns, um desfralde incompleto ou até mesmo a mãe ou pai tenha preocupação de não deixá-lo sozinho em ambientes desconhecidos.

Perante estas situações, que tal incluir uma mãe ou um pai a mais na sua listinha? Não é a família inteira, é apenas um pai ou uma mãe que deixaria de comer para ver o seu filho se divertindo na festinha do amigo.

Vai contratar recreadores para animar as crianças? Uma ideia bacana é perguntar para essa equipe em negociação se já tiveram experiência com criança com deficiência nas festinhas e como eles trabalham para incluir. Tem bastante gente já com experiência e com resultados bem bacanas.

Concordo também que a festa do pijama é ainda mais difícil e gera mais angústia para os dois lados, mas que tal acharmos um meio termo? Se a criança tiver dificuldades, uma boa opção é participar por um horário reduzido e o responsável a levará embora para dormir em casa. Não participarão de tudo,  mas pode ter certeza que irão mais cedo com o coração repleto de alegria…afinal de contas qual pai e mãe que não quer ver seu filho fazendo parte e sendo feliz de momentos que celebrem a vida?

Autor Mariângela Castilho

mãe da Maria Luiza, Idealizadora do Projeto Elas Também Podem e Consultora de Inclusão no Colégio Ápice Eleva

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