Movimento antivacina aumenta preocupação com doenças

Segundo uma pesquisa realizada pelo Ministério da Saúde no ano passado, foi detectada que a média da vacinação no país era de 81,4%. Na classe A, essa média cai para 76,3%. Para os pesquisadores, essa queda ocorre pois alguns pais não vacinam seus filhos.

O movimento antivacina foi iniciado nos Estados Unidos e incentiva os pais a não vacinarem os filhos. A iniciativa já ganhou adeptos no mundo, inclusive no Brasil, com motivações que vão desde prejuízos que a vacina pode causar no corpo até possíveis efeitos colaterais.

Mas a verdade é que a falta de vacinação traz de volta diversas doenças contagiosas, como o sarampo, por exemplo, que teve anteriormente uma queda considerável de casos registrados por causa da imunização e agora preocupa novamente.

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), por ano são evitadas entre duas e três milhões de mortes graças à vacinação.

Por isso a orientação é se proteger por meio da imunização! A OMS diz que as vacinas representam uma das maiores histórias de sucesso da medicina moderna. São anos de pesquisas, o processo de produção é bastante complexo e são feitos diversos testes antes do produto ser licenciado e estar disponível à população.

Além de entenderem a importância de estarem com as vacinas em dia, é imprescindível que os pais e responsáveis se conscientizem que não se deve esperar um caso de morte ou princípio de surto para protegerem seus filhos. Algumas vacinas demoram a fazer efeito, como é o caso da dose contra a gripe e a febre amarela (15 dias).

Por isso é preciso ter em mente que a vacinação é uma forma de prevenção.

Autor Daniela Cunha

mãe da Isabela e da Melissa, Pediatra da Vacine Clínica

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