
Jundiaí recebe a segunda parte do documentário O Renascimento do Parto, que traz a tona um assunto muito recorrente no Brasil: a violência obstétrica. O filme mostra como as cesarianas desnecessárias deixam marcas nas mulheres, como a culpa pela impossibilidade de um parto normal e a violência durante o parto, o que afeta os bebês recém-nascidos e a vida das mulheres.
Segundo a doula Flavia Alves, responsável pela viabilização das exibições na cidade, mais de 50% das mulheres brasileiras grávidas têm seus bebês por meio de procedimentos cirúrgicos. “Esse percentual chega a 70%, 80% e mesmo 95% no caso dos nascimentos na rede privada de saúde”.
A situação é alarmante: a recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS) é de que a porcentagem de cesarianas não ultrapassem 15% do total de partos. “As consequências desse índice são graves: aumento da pré-maturidade, enfraquecimento do vínculo materno-infantil, crescimento do desmame precoce e da depressão pós-parto, entre outros”, reforça Flavia.
As sessões acontecerão às 11h nos dias 19 e 20 de maio.
